sábado, 6 de outubro de 2012

A câmara que temos

Para quem não ouviu o meu comentário de hoje, alguns números para reflexão:

Prazo médio de pagamentos a fornecedores: 276 dias

Total da dívida em 2011: 34.9 milhões de €

Curto prazo: 23,6 milhões de €

Médio e longo prazo: 11,2 milhões de €

Candidatura ao PAEL (Programa de Apoio á Economia Local):

Candidatura à contratação de um empréstmio de médio e longo prazo de cerca de 11 milhões de euros por 14 anos.

Aumento do sistema tarifário de água, saneamento e resíduos


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Arregaçar as mangas!

Caros amigos, aquando o último congresso do PSD, os representantes da Secção de Sesimbra, dos quais eu me incluo, transmitiram aos dirigentes do partido as dificuldades que o distrito de Setúbal está neste momento a atravessar e consequentemente o concelho de Sesimbra. A peninsula de Setúbal, que eu considero que tem todas as condições para ser a “pérola do atlântico”, está neste momento a pagar um preço demasiado elevado pelos erros cometidos pelos partidos socialista e comunista. Partidos que apostaram numa navegação à vista, quer a nível nacional quer a nível local, conduzindo-nos a um naufrágico, tal como o naufrágio do Titanic. E pensar que os portugueses foram em tempos uns eximíos navegadores!

Acordando dos sonhos cor de rosa e já que temos os bolsos vazios para irmos até Paris comer um croissant como um “distinto” senhor de nome Sócrates, apenas nos resta uma opção: arregaçar as mangas! E o que significa arregaçar as mangas? Significa olharmos à nossa volta e ver o que podemos fazer pelo nosso país, distrito e concelho.  E foi com este espirito que os representantes de Sesimbra no congresso apresentaram, em nome do distrito, possiveis soluções de dinamização da economia local, das quais destaco a referência à base aérea do Montijo para instalação do Aeroporto Complementar de Lisboa. Se estão recordados, no final do passado ano, o Governo tomou a decisão de nomear um grupo de trabalho para estudar as formas de maximização da capacidade atual do aeroporto da Portela e, ao mesmo tempo estudar a possibilidade de reconverter, para complementar do aeroporto da Portela, uma das bases aéreas militares da região de Lisboa, nomeadamente: BA6 Montijo; BA1 Sintra; Depósito Geral de Material da Força Aérea de Alverca, admitindo ainda as eventuais hipóteses da BA5 de Monte Real e, do aeroporto de Beja.  Perante uma análise cuidada de alguns especialistas que conhecem bem a base aérea do Montijo, permitiu-nos concluir que a base aérea do Montijo possui o Aeroporto Complementar que permite a maior expansão, e com o menor custo, fator fundamental para a viabilidade económica, na prática de baixas taxas aeroportuárias “exigidas” pelos operadores low Cost. Estando conscientes que o desempenho turístico de Portugal tem sido condicionado por lacunas nas acessibilidades aéreas,então porque não usar o que já está feito? Ainda por cima no nosso distrito. Arregacemos as mangas!

Argentina Marques in Nova Morada

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Ao fim de 9 anos que futuro?

Realizou-se no passado dia 3 de Fevereiro uma sessão ordinária da Assembleia Municipal de Sesimbra onde foi aprovado, por maioria de votos, o Plano de Pormenor da Zona Norte da Mata de Sesimbra (PPZNMS) e a revogação de algumas normas do Regulamento do Plano Diretor Municipal com efeitos restringidos ao âmbito territorial do PPZNMS.
Desde 2003, altura em que a Câmara Municipal de Sesimbra deliberou a elaboração do Plano de Pormenor da Zona Norte da Mata de Sesimbra, que continuamos a despender tempo, recursos e dinheiro num projecto que dificilmente avançará nos termos em que está projectado e a avançar não será certamente no curto prazo, aliás, foi admitido pelos próprios promotores que se trata de um projecto a médio prazo e que pela suas características demorará pelo menos 10 anos.
A acrescer a este facto, começa a verificar-se a incerteza da viabilidade deste projecto colocando em causa se o seu real destino será turístico ou residencial? Não esqueçamos a quantidade de casas que estão neste momento desabitadas no nosso concelho porque não existe procura, levando muitas pequenas empresas a situações de insolvência, reflectindo já as próprias transformações na procura turística provocadas pela crise global.
Uma outra questão, mas fulcral para a implementação deste e de outros projectos semelhantes no concelho passa pelas acessibilidades, que independente da existência de protocolos de intenções, não me parece que a situação que o país está atravessar leve a concretizar no curto/médio prazo qualquer plano de acessibilidades ao concelho de Sesimbra.
Por outro lado, tão ou mais preocupante, são as disponibilidades hídricas que um projecto desta envergadura envolve, segundo peritos da matéria este projecto necessita de garantir 1085 mil m3/ano para a rega dos campos de golfe e dos espaços verdes e para a manutenção dos lagos, referindo no entanto que poderá reaproveitar as águas residuais considerando uma ocupação média de 80%.
Obviamente, o que passa para a opinião pública é que se trata de um empreendimento turístico com 5 unidades hoteleiras, 7 aldeamentos turísticos e dois campos de golfe, o que seria ouro sobre azul num concelho que neste momento se defronta com uma das mais altas taxas de desemprego da sua história, em que até já existem casais com filhos desempregados. Infelizmente, não podemos garantir é para quando a concretização deste projecto e se não se trata de mais um elefante branco.
Por último apenas três reflexões:
1 – Já que pagamos a uma prestigiada empresa privada um Plano Estratégico de Turismo para o concelho de Sesimbra, porque não ler com atenção esse Plano e implementar as suas sugestões?
2 – Porque estamos a aprovar à pressa um Plano de Pormenor quando estamos em plena revisão do PDM que por acaso até será revisto em baixa?
3 – Já temos um castelo de pedra e cal, não seria melhor deixarmos de construir mais castelos de areia?




Argentina Marques, in Jornal Nova Morada, 20/02/2012